Nos bastidores da ciência

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Vários cientistas tiveram um surto de honestidade e usaram o Twitter para contar detalhes de suas pesquisas que jamais entrariam nos periódicos científicos. O resultado, além de divertido, é revelador.

Usando a hashtag ‪#‎overlyhonestmethods‬ (métodos honestos demais, em inglês) começaram a postar mensagens revelando o que deveria estar escrito em muitas pesquisas científicas se elas exigissem honestidade absoluta.
E daí, já traduzido, vimos coisas assim:

“Nós fizemos o experimento número 2 porque não sabíamos o que fazer com o resultado do experimento número 1”
@dr_leigh

“A incubação durou três dias porque esse é o tempo pelo qual o estudante esqueceu o experimento na geladeira.”
@dr_leigh

“Dois dias para isolar a proteína, cinco semanas para pensar em um hilário nome de duplo sentido para o gene.”
@drugmonkeyblog

“Nós usamos jargão em vez de inglês simples para provar que uma década de pós-graduação e pós-doutorado nos tornou espertos.”
@eperlste

“Queríamos saber o que aconteceria se fizéssemos X, só pela diversão. Grande explosão! Nós criamos a hipótese depois.”
@BoraZ

“As fatias foram deixadas em um banho de formol por mais de 48 horas, porque eu as coloquei ali na sexta-feira e me recuso a trabalhar nos finais de semana.”
@aechase

“As amostras foram preparadas por nossos colegas do MIT. Nós assumimos que não havia nenhuma contaminação porque, bem… eles são do MIT.”
@paulcoxon

“Nós não lemos metade das pesquisas que citamos porque elas estão atrás de um paywall (sistema de assinatura de algumas publicações científicas).”
@devillesylvain

“Deveríamos ter feito mais experimentos, mas nosso financiamento acabou e publicamos o estudo mesmo assim.”
@ScientistMags

“As amostras de sangue foram giradas a apenas 1.500 rotações por minuto porque a centrífuga fazia barulhos assustadores a velocidades maiores.”
@benosaka

“Nós decidimos dividir o papel de autor principal do estudo porque essa é uma decisão menos sanguinária do que duelar.”
@eperlste

“Nós não demos a referência para determinada informação porque ela vem de uma pesquisa de nossos arquirrivais.”
@AkshatRathi

“Eu usei estudantes como objetos de pesquisa porque os ratos são caros e costumamos ficar muito ligados a eles.”
@oprfserious

“Os cérebros foram removidos e dissecados, em média, em 58 segundos. Sabemos disso com essa precisão por causa de uma competição em nosso laboratório.”
@SciTriGrrl

“Não sabemos como os resultados foram obtidos. O aluno de pós-doutorado que fez todo o trabalho abandonou os estudos para abrir uma padaria.”
@MrEpid

“Não posso enviar os dados originais porque não me lembro o que significam os nomes dos meus arquivos no Excel.”
@mangoedwards

“Os locais onde colhemos amostras coincidiram com resorts tropicais porque o trabalho de campo não precisa ser somente lama e agonia.”
@Myrmecos

“Os dados usados estão velhos porque, no tempo entre escrever o trabalho e fazer a revisão, eu tive um filho.”
@researchremix

Enfim, se você quer saber como funciona a ciência, essa postagem pode te dar uma luz…

por Elika Takimoto (divulgação em facebook)

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